quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Felicidade (Homenagem ao meu pai, Paulo Lettiere)

     Logo que nascemos, chegamos como estrangeiras à esse mundo, desconhecíamos tudo que iríamos enfrentar e mais ainda, nos perguntávamos se saberíamos lutar... Mas em um instante reconhecemos uma presença querida, sentimos a energia que através dos tempos nos oferta o aconchego que mais precisamos, uma força que está acima e é mais certeira do que tudo... Que nos convida a participar dos seus caminhos e nos acompanha em todos os nossos... Você!... Com seus abraços e sorrisos que são Óperas de Luz!

     Você é merecedor de todas as maravilhas que existem, e nós, suas filhas, sentimos a necessidade de, além de lhe presentear com todos os mimos do mundo, lhe oferecer principalmente o melhor que somos, que vemos, sentimos e queremos... Então o resultado você já conhece, está no que criamos... Palavras, cores e formas... Obras às vezes tímidas, noutras nem sempre irretocáveis, mas que mesmo que sejam arrastadas, rasgadas, amassadas e perdidas ou ignoradas pelos séculos, continuarão crescentes desse já infinito amor que temos por você e resguardadas pelo Universo, o perfeito juíz e testemunha de nossas jornadas!

     E agora vamos ao texto... Cada uma dessas letras é para você... Paulo Renato Lettiere Corrêa!!!
     Transbordamos de felicidade por contar com a honra de tê-lo como PAI!!!
     Milhões de Beijos!!!

Tocados pelos mais esplêndidos ventos
Embalam-se sinos portadores da paz

Articulando com esmero sem fim
Miraculosas e prósperas tardes de chuva
Animada mesa, bem querer, doces e pensar
Monumentais momentos em companhia do mais precioso amigo
Olhos que desfilam jambos e supremas cachoeiras
Sedosas serestas verdes banhadas por história

Despertam vislumbres, levam à conquistas
Enfatizam a razão de um tudo, e além
Miríades de mágico sonhar
Alvura de puro ar
Intensa aura coroada
Sadias sentinelas a brincar

Presença e palavras inabaláveis
Anfitrião valoroso
Irrigando esperanças

Milenar inspiração
Unânimes energias em prontidão
Inigualável guerreiro a promover
Tempos gloriosos e plenos
Outorgando à todos, celestial felicidade

Ourives do melhor Sol
Baluarte de encanto
Resplandecente, a recitar
Inquestionáveis poemas lemes
Gravuras de galhardia
Arrebatando aplausos ao ecoar
Decidido, belo e gentil
Apogeu de signos e destino

Pauta de ilustres teares
Original aquarela a ornamentar
Refrões paradisíacos

Têmpera mística carimbando sentimentos
Uníssonos a vibrar no âmago
Dons em dias de incontáveis nuances
Onírica eternidade

Sapiência acolhedora
Exímia proteção, chama magnânima do lar
Jubilosa definição de amor e bonança
Abrangente e cristalina

Enternecedora voz
Substância e perfume
Sustentáculo conselheiro
Astral reencontro traçado

Natureza e mistério
Ode perfeita ao sabor do amanhecer
Boticário benfazejo de harmonias
Revivescentes, briosas
Emolduradas por imaculados lírios

Luminar perpétuo
Ultrapassando estações
Zelosa honra, envolvente coração

Permeiam seus jardins, folhas e sementes
Ameias do firmamento, suas aliadas
Régias virtudes deslumbrantes
Afluentes de ideais refeitos

Serões de estrelas refletidas
Eruditas caminhadas e descanso
Magnética, caudalosa filosofia lançada
Portentoso almejar que liberta-se em luz
Revoada, sem ressalvas
Epopeia consolidada a cada passo de um brilhante existir

http://www.autores.com.br/publicacoes-artigos/4-literatura/poesias/66299-felicidade-homenagem-ao-meu-pai-paulo-lettiere


Texto de Ana Lettiere
10/08/2014

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Amanhã

Escrevemos o destino, pontuados pelo Tempo,
poderoso revisor, crítico ele é, e segue,
encerrando sentenças...
Abrem-se linhas novas ou renascidas,
surgem como desertos prontos para o plantio
desses novos dias de longas raízes
protegidas pelo conselho dos séculos.
São crianças, que a um desencontro pairam...
reticentes... esplêndidas a reservar mistérios.
Preparando-se em entrelinhas tantas vezes ignoradas,
subestimadas e surpreendentes, quando conquistadas.
Sementes ímpares, delicadas... aguardam a sutil sabedoria
que as desperta, sem ferir,
num dom orgulhoso, jamais implorado.
Um quê de antigas lições cedo aprendidas
na embriaguez sadia das reflexões
que vencem os desafios da noite
e testemunham a alvorada interior.
No ápice da glória que se cala ou rebela
Em opostos, que se completam e equilibram
vislumbrando as obras que florescem, e outra vez ensinam.
Dispostas em pés calejados e olhos cansados
tão simples e plenos nas inesgotáveis e
audaciosas certezas de ser e criar...
A História vivente nos livros e mãos, versão integral e corrente nas linhas
intransferíveis de vida, mente e coração.



http://www.autores.com.br/publicacoes-artigos/37-literatura/prosa-poetica/55588-amanha

Ana Luiza Lettiere Corrêa (Ana Lettiere), 21 de Julho de 2012